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Notícias / Boia Cross em caverna da Nova Zelandia

Boia Cross em caverna da Nova Zelandia

Os glowworms são pequenos insetos com o tamanho médio de um mosquito, que emitem luz como os vagalumes. Eles são vistos durante passeio de rafting em caverna na Nova Zelândia (Foto: Divulgação/The Legendary Black Water Rafting Co.)

Os glowworms estão presentes em parte do caminho, iluminando o trajeto que não tem luz natural (Foto: Divulgação/The Legendary Black Water Rafting Co.)

O passeio termina em uma das aberturas da caverna, na floresta de Waitomo, em uma área de águas mais calmas (Foto: Divulgação/The Legendary Black Water Rafting Co.)

Em alguns momentos, a caverna é mais ampla. Em outros, é preciso se abaixar e ter cuidado para poder passar (Foto: Divulgação/The Legendary Black Water Rafting Co.)

Rafting em caverna tem cachoeiras e insetos luminosos na Nova Zelândia

Passeio nas Waitomo Caves exige espírito de aventura e resistência ao frio.
Insetos que brilham ajudam a iluminar travessia no escuro.

Juliana CardilliDo G1, em Waitomo Caves - a repórter viajou a convite da Tourism New Zeland

Um riacho que corre para o buraco no chão. A tradução oficial da palavra maori Waitomo, que dá nome a uma região cavernas na Nova Zelândia, pode descrever concretamente o lugar, mas não transmite toda a complexidade e aventura que o envolve. Todos os anos, milhares de pessoas vão até lá para atravessar um rio subterrâneo no escuro, saltar de cachoeiras, fazer rapel e ter de brinde a visão de insetos luminosos que transformam as paredes em um céu estrelado.

As cavernas começaram a surgir há 30 milhões de anos, quando a região ainda ficava abaixo do nível do mar e as formações calcárias por onde o rio Waitomo passa atualmente iniciaram sua formação. Muitos anos depois, no fim da década de 1980, aventureiros resolveram explorar comercialmente o potencial do local.

O passeio mais procurado é o que leva a Waitomo Glowworm Caves – cavernas cujas paredes e tetos estão cobertos dos glowworms. O acesso a esta parte é fácil, e o tour dura cerca de uma hora, sendo feito a pé e com um pequeno trecho em um barco.

Os glowworms são pequenos insetos com o tamanho médio de um mosquito. Suas larvas e principalmente as fêmeas emitem luz pelo processo de bioluminescência, semelhante ao dos vagalumes. A luz tem um propósito importante – atrair alimento, normalmente outros insetos, como pequenas moscas e mosquitos.

A comida fica presa em uma espécie de teia expelida por eles – cada um cria até 70 fios, que podem chegar a 40 cm de comprimento, e ficam pendurados no teto das cavernas. A espécie encontrada em Waitomo, Arachnocampa luminosa, vive apenas na Nova Zelândia.

Adicionando aventura
Quem quer mais emoção, entretanto, podem combinar a visão dos glowworms com um rafting dentro das cavernas, um conceito que foi criado pela The Legendary Black Water Rafting Co. na região. São três caminhos disponíveis – o feito pelo G1 é o Black Labyrinth (labirinto negro), a aventura subterrânea original na qual durante três horas os participantes pulam de cachoeiras, passam por espaços apertados, flutuam em um rio subterrâneo e têm a visão dos glowworms. Na maior parte do trajeto, eles são a única luz ‘natural’ disponível.

O desafio começa já na hora da preparação, bem antes de chegar perto de qualquer rio ou caverna. Com a temperatura ambiente em torno de 15ºC na época, foi preciso criar coragem para colocar as roupas de neoprene fornecidas pela empresa, que já estavam molhadas – e geladas.

Todos recebem botas e capacetes com lanternas, e seguem de van até o ponto de partida. Ainda fora da caverna, na beira do rio, os guias – bem jovens, mas com muito conhecimento e segurança do que fazem, dão instruções, distribuem as boias pretas individuais – que devem ter o tamanho certo para ficarem presas entre as pernas e as costas de cada um dos participantes – e ocorre o primeiro contato com o rio.

O salto teste é pequeno, de uma altura que não passa de um metro. De costas, um por vez pula na água, causando o segundo choque – mesmo com a roupa protetora, a água gelada entra por todos os espaços, e o frio é tremendo.

Pedras, água e frio
Todos são levados para as proximidades da entrada da caverna. É preciso descer alguns degraus em meio à mata, até que ela se revela – um pequeno buraco, que à primeira vista não passa muita confiança de ser acessível.

A entrada se prova não tão difícil com a ajuda dos guias, que auxiliam um por um os novos aventureiros para que não caiam já no primeiro passo. Dali se segue por uma caminhada já com água nos pés, que cobre as pedras no leito do rio, fazendo com que cada passo seja planejado para evitar uma possível queda. Em alguns pontos as paredes e teto se espremem, exigindo que todos se abaixem.

Logo surge a primeira das duas pequenas cachoeiras que ficam no caminho. Cada um deve virar de costas na beira da queda d’água, encaixar a boia no quadril e pular com o maior impulso que conseguir. A correnteza logo começa a arrastar todos, que devem se segurar uns aos outros para permanecer juntos.

Nas duas horas seguintes as novidades no caminho vão distraindo do frio considerável – no dia da visita, a temperatura da água dentro da caverna era de 8ºC.

Os guias também fazem seu papel, distraindo os participantes com dados e fatos históricos e lançando mão do bom humor para suavizar a experiência.

Em uma das paradas, foram oferecidos doces em forma de vermes cobertos de chocolate – todos pensaram por alguns instantes que teriam em suas mãos vermes de verdade. Em outro momento, em meio ao silêncio em uma parte de correnteza fraca, com as luzes dos capacetes apagadas, um dos guias assobiou as músicas tema das franquias do cinema Harry Potter e Jogos Vorazes, que ressoaram pela caverna e arrancaram risos de quem as reconheceu.

Há partes mais tensas, como quando é preciso passar por um espaço onde há apenas 50 centímetros livres entre a água e o teto da caverna – o que pode ser um desafio para quem não gosta de espaços apertados. A segunda cachoeira, um pouco mais alta, fica ao lado de um buraco por onde a água passa com correnteza forte, onde cair não é recomendado.

Em outros momentos, todos são orientados a ficar parados, segurando uma corda, e a apagar as luzes dos capacetes. É nesse momento que os glowworms aparecem com toda sua beleza. Há áreas em que o teto e as paredes estão cobertos de pequenos pontos luminosos, azuis, que realmente fazem o visitante imaginar que está ao ar livre admirando o céu em uma noite sem nuvens.

Saldo da aventura: horas de muito frio até a temperatura corporal se ajustar novamente – criando uma resistência maior para água gelada que permanece semanas depois –, alguns dias de dores nas canelas, tornozelos – bastante exigidos para conseguir se equilibrar ao andar no leito do rio pedregoso dentro da caverna – e pequenos machucados nas mãos, castigadas pelas paredes que servem de apoio em muitos momentos.

 

 

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